O que pensam os portugueses sobre a sua saúde?

Foi para conhecer a relação pessoal que as pessoas têm com a saúde que, no seu 25.º aniversário, a Médis deu início a um estudo, em associação com a Return on Ideas, sobre a saúde dos portugueses. Esta investigação é inovadora, uma vez que apresenta um retrato sociológico que constrói a biografia de saúde do país.
Conheça o estudo A Saúde dos Portugueses – Um BI em Nome Próprio.

Este estudo A Saúde dos Portugueses – um BI em Nome Próprio, resultado de trabalho de equipa, não é um Big Data analytics mas conseguiu descobrir padrões encobertos, correlações desconhecidas, tendências, preferências do cidadão e novas oportunidades.
Maria do Céu Soares Machado Professora Doutora

Acesso à saúde: nem sempre fácil

Avaliação: 6.8 (escala 1 a 10)
 
Ter algum subsistema, seguro ou plano de saúde é uma realidade para 66% dos portugueses. Público e Privado têm papéis diferentes e são usados em complemento. A maioria (58%) considera ter muitas/bastantes opções de saúde à sua escolha mas avaliação do acesso penaliza a da qualidade.
 

Satisfação e qualidade: a saúde é boa

Avaliação: 7 (escala 1 a 10)

 

A avaliação do sistema público e privado regista um “empate técnico” mas a perda de confiança no SNS é real e começou antes da pandemia.
72% afirma que ter médico assistente é determinante para a qualidade da saúde mas 42% diz não o ter. As assimetrias regionais na utilização e avaliação são grandes, mesmo entre Lisboa e Porto.
 

Literacia: mais funcional e exigente

Avaliação: 6.3 ( escala 1 a 10)

 

Cerca de 80% dos portugueses procuram informação sobre saúde mas só em resposta a problemas ou dúvidas. Os médicos são a sua principal fonte e a internet é ainda mais usada por mais jovens (54%). Para a maioria (61%) a procura de informação tem-se mantido estável e 45% está mais exigente com as fontes.
 

A nossa saúde: subjetiva e volátil

Avaliação: 7.3 (escala 1 a 10)
 
A auto-avaliação que fazemos da nossa saúde é boa mas altamente influenciada pela experiência, felicidade e vivência pessoal. Além disso, saúde mental é sub-avaliada (sobretudo pelos mais velhos) e as mulheres avaliam-se pior que os homens, mesmo tendo menos doenças diagnosticadas.


Potência Saúde: baixa, reativa

Avaliação: 6.03 (escala 1 a 10)

 

Todos somos produtores de saúde mas o nosso esforço para o fazer está aquém do que podia ser e começa tarde (depois dos 65). 50% gostariam de fazer mais esforço pró-saúde mas acham difícil. Falta de vontade é o nosso maior inimigo.
 

Como encaram os portugueses a sua saúde?

Para olhar o futuro com maior certeza, conheça o bilhete de identidade da saúde dos portugueses para o ano 2021.

Autores

  • Clara Cardoso

    Autora
  • Joana Barbosa

    Autora
  • Rui Dias Alves

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