Como as pessoas atuam sobre o seu problema

A atuação sobre o problema intestinal é marcada por tentativa‑erro, fragmentação e falta de acompanhamento especializado. Embora 70% tenham procurado ajuda médica, apenas 52% obtêm diagnóstico, enfrentando percursos longos, exames repetidos e desvalorização frequente dos sintomas por parte de profissionais de saúde.

Na ausência de respostas claras, 75% das pessoas experimentam estratégias por iniciativa própria, desde exclusão de alimentos, probióticos, mudanças de rotina, pesquisa online e trocas de experiências. A alimentação torna‑se a resposta mais usada, mas raramente integrada com outros pilares essenciais, como sono, gestão de stresse, exercício físico ou saúde mental. Apenas 14% recorrem a nutricionistas.

Existe também um desfasamento entre o que se considera importante e o que se pratica: apesar de 74% atribuírem relevância à alimentação, apenas 57% fazem escolhas consistentes. A gestão é, por isso, muitas vezes incompleta, emocionalmente desgastante e pouco sustentável.

Desde há muito tempo, alguns anos atrás, eu comecei a sentir que sempre que comia demais, ou abusava, de alguma forma, em alguns alimentos tinha consequências no meu bem-estar, nomeadamente episódios de azia muito intensos que demorava imenso a passar. (…) Por isso tento evitar certos alimentos que possam provocar isso. Se eu mantiver esta rotina, geralmente, sou uma pessoa saudável, raramente tenho, ou pelo menos, até ao momento não tenho tido mais episódios.
H. 45 anos, sem diagnóstico

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Faça download do estudo “A Saúde Intestinal dos Portugueses: Um território por explorar".